Donald Trump mantém-se firme no apoio a Brett Kavanaugh. Depois de, no sábado, o jornal norte-americano The New York Times ter publicado uma nova investigação onde o juiz do Supremo Tribunal é, de novo, acusado de conduta sexual imprópria, os democratas foram rápidos a pedir a sua destituição. No dia seguinte, o presidente norte-americano não só demonstrou o seu apoio a Kavanaugh como sugeriu que o juiz devia processar quem o acusa.

Brett Kavanaugh deveria começar a processar pessoas por difamação ou o Departamento de Justiça deveria vir em seu socorro”, escreveu Trump na rede social Twitter, no domingo passado. “As mentiras que estão a contar sobre ele são inacreditáveis. São acusações falsas sem recriminação. Quando é que isto para? Estão a tentar influenciar as suas opiniões. Não se pode deixar isto acontecer!”

A investigação do NYT resulta da investigação de duas jornalistas e irá ganhar a forma de livro. Nele, as repórteres dizem ter condições de confirmar uma alegação de Deborah Ramirez, antiga colega de Kavanaugh, já que pelo menos sete pessoas dizem ter tido conhecimento do incidente de cariz sexual muito antes de Kavanaugh se ter tornado um nome mediático.

Até à data Kavanaugh não reagiu à reportagem.

Escolhido por Trump, o juiz esteve, durante o ano passado, envolto em polémica, depois de ter sido acusado de tentativa de violação por Christine Blasey Ford, uma antiga colega de liceu, e de ter sido acusado de assédio sexual por outras duas mulheres, uma delas Deborah Ramirez. Os factos da acusação mais mediática, a de Christine Blasey Ford (que potenciou as revelações e acusações que se seguiram) remontam a um episódio alegadamente ocorrido há mais de 30 anos, em 1982, quando a queixosa tinha 15 anos e Brett Kavanaugh 17 anos.

Apesar disso, e depois de a comissão jurídica do Senado ter ouvido as alegadas vítimas, Brett Kavanaugh acabaria por ser confirmado como juiz do Supremo Tribunal dos EUA, com 50 votos a seu favor e 48 votos contra.

Todos os senadores republicanos votantes apoiaram o juiz nomeado por Donald Trump, à exceção da senadora Lisa Murkowski, do Alasca. Do lado democrata, só Joe Manchin votou a favor de Kavanaugh; os restantes votaram contra. Brett Kavanaugh é o segundo juiz conservador nomeado por Trump para o Supremo Tribunal dos EUA, depois de Neil Gorsuch.