As autoridades ambientais da província de Haut-Katanga, no sul da República Democrática do Congo (RDCongo), apreenderam 200 quilogramas de marfim, avaliados em 400.000 dólares (362.000 euros), noticia esta terça-feira o portal congolês Actualité.

Os 39 pedaços de marfim, retirados a dezenas de elefantes, estavam destinadas ao comércio internacional.

Não podemos permitir que o comércio de elefantes cresça, 39 pedaços de marfim ainda é muito”, afirmou o governador de Haut-Katanga, Jacques Kyabula, citado pelo portal Actualité, acrescentando: “Nós já começamos a trabalhar na campanha Redwood Cutting [campanha contra o corte de árvores], e estamos também a endereçar a questão da proteção de espécies raras, incluindo elefantes”.

O marfim foi entregue ao Banco Comercial do Congo (BCC), em Lubumbashi. De acordo com Adams Cassinga, presidente da organização não-governamental Congo Conserv, dedicada à luta contra a caça furtiva e ao tráfico ilícito de espécies animais na RDCongo, 200 quilogramas de marfim representam rendimentos de 400.000 dólares no mercado internacional.

O comércio ilegal de marfim é principalmente incentivado pela Ásia e pelo Médio Oriente, onde as presas são utilizadas em procedimentos de medicina tradicional e para efeitos ornamentais. Os elefantes são das espécies mais afetadas pela caça furtiva.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa), a população de elefantes em África registou a maior queda em 25 anos. De acordo com a mesma fonte, o continente africano tem atualmente cerca de 415.000 elefantes, menos 111.000 que na última década, registando-se ainda a morte de cerca de 30.000 espécimes por ano.