O Conselho Superior de Defesa de Cabo Verde recomendou esta quinta-feira que o país deve prosseguir e melhorar a sua articulação com África e, principalmente, com os países vizinhos em matéria de terrorismo e outros fenómenos criminais.

O Conselho recomendou que devemos prosseguir e aprimorar a articulação com os países vizinhos em mataria de informação, que devemos continuar, prosseguir a tarefa de acompanhamento e evolução dos movimentos e grupos que, atuando a partir de diferentes localidades do mundo, atuam particularmente em regiões próximas de Cabo Verde”, afirmou o Presidente Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado de Cabo Verde falava após presidir à sexta reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), para analisar vários assuntos relativos às Forças Armadas, à segurança interna e à segurança regional.

Jorge Carlos Fonseca adiantou que um dos assuntos abordados durante a reunião foi o terrorismo, fenómeno que afeta o continente africano, no geral, e sobretudo a África Ocidental, região onde se insere Cabo Verde.

O Presidente cabo-verdiano disse que os conselheiros fizeram um retrato sobre a situação do terrorismo no mundo e foram avançadas informações sobre movimentos, grupos, ações e resultados de atividades terroristas, nos países da África subsariana ou da sub-região africana.

Somos um país que pertence também à África Ocidental, apesar de termos uma larga fronteira marítima e sermos um país com muita estabilidade política, social e institucional, não devemos estar indiferentes àquilo que se passa no mundo ou em países próximos de nós”, acrescentou.

Segundo Jorge Carlos Fonseca não há dados que apontam para qualquer preocupação de emergência no país, mas insistiu que as recomendações vão no sentido de prosseguir o acompanhamento e o trabalho de informação.

“É evidente que, hoje em dia, face a movimentos, a tráficos de droga, de seres humanos e de armas, ao terrorismo, qualquer país tem que ter serviços que estão informados, que articulam com os serviços congéneres dos países vizinhos, para que não sejamos apanhados de surpresa”, salientou o também comandante supremo das Forças Armadas do país.

O chefe de Estado entendeu igualmente que se deve ajustar, na prática ou do ponto de vista legal, para uma crescente e melhor articulação entre a polícia e o Ministério Público em matéria de investigação criminal.

O CSDN é o órgão específico de consulta para os assuntos relativos à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas.

O órgão integra ainda o primeiro-ministro, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, e os ministros dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e da Defesa, da Administração Interna, e das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação.

São ainda membros efetivos deputados dos três partidos com assento parlamentar e o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Jorge Carlos Fonseca disse que convidou algumas personalidades para a reunião, nomeadamente o seu antecessor, Pedro Pires, o Provedor de Justiça e antigos chefes do Estado-Maior das Forças Armadas.