A Mazda é o fabricante japonês que produz os modelos mais sexy, não só no Japão, como em ambos os lados do Atlântico. Mas a aposta nos veículos eléctricos aconteceu muito depois de os seus rivais europeus e americanos, já para não falar dos chineses. Continuando a concentrar a oferta nos automóveis, SUV e desportivos com motor de combustão a gasolina e a gasóleo, porque é esta a vontade dos consumidores, a marca está agora em vias de revelar o seu primeiro modelo 100% eléctrico no próximo Salão de Tóquio.

Nos últimos meses, o construtor nipónico tem vindo a dedicar-se a uma série de ensaios nas mais variadas condições, tudo para que a tecnologia necessária para fazer andar o seu primeiro automóvel eléctrico a bateria, com o desejável dinamismo e autonomia, esteja pronta a avançar para a produção em série. Mas à falta ainda do modelo definitivo, que apenas será revelado no salão japonês, a Mazda tem montado motor, baterias e sistema de gestão energética num CX-30, um SUV com um certo ar de coupé.

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Se não se conhecem ainda as linhas definitivas do primeiro veículo eléctrico da marca, já se conhecem os principais detalhes em relação às especificações técnicas. Para começar, a bateria terá uma capacidade de 35,5 kWh, sem que o construtor revele se o valor é referente à capacidade útil ou total. Caso seja a primeira, é provável que a segunda ronde os 40 kWh, um valor similar ao do Nissan Leaf, veículos de dimensões similares.

A potência é assegurada por um motor eléctrico com 143 cv (105 kW) montado à frente, que garante igualmente 264 Nm de binário. Novidades sobre a autonomia não há, mas deverá ser abaixo dos 300 km em WLTP. A menos que o construtor nos surpreenda com algum milagre tecnológico, como aliás é seu hábito.

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Quanto às formas finais do EV, a Mazda limita-se a avançar que não será um CX-30, mas sim um novo modelo a posicionar entre o CX-3 e o CX-5, que é exactamente onde está o CX-30. O mais curioso é que o Mazda eléctrico apenas será 100% eléctrico em mercados como o europeu, japonês e chinês. Nos restantes, a começar pelo americano, vai recorrer a um range extender, solução que associa a mecânica e bateria do 100% eléctrico a um motor a gasolina que serve exclusivamente para recarregar a bateria. E o mais curioso é que este motor de combustão será uma unidade rotativa, tecnologia que marcará o regresso ao activo na gama da Mazda, ausente desde o RX8.