Mais de 160 pessoas foram detidas durante a tarde deste sábado em Paris, França, depois de um grupo de cerca de mil radicais de extrema-esquerda que participava num protesto de coletes amarelos se ter juntado à Marcha pelo Clima e provocado desacatos com a polícia, avança a France24. Caixotes foram incendiado, lojas saqueadas e montras destruídas.

No centro da tensão, no Boulevard Saint-Michel, no bairro estudantil, os manifestantes radicais, alguns de cara tapada, atacaram uma agência bancária e envolveram-se em confrontos com a polícia, que disparou gás lacrimogéneo.

Imagens captadas pelo jornalista francês Clément Lanot, e publicadas na rede social Twitter, mostram caixotes incendiados e lojas danificadas.

Na capital francesa, decorreram várias manifestações, uma de “coletes amarelos” que se opõem à política social e fiscal do Governo francês, e um outro desfile de protesto contra um projeto sobre aposentações. Até às 18h00 deste sábado, tinham sido detidas 163 pessoas, segundo dados da polícia.

As autoridades proibiram protestos em várias zonas, nomeadamente junto ao palácio presidencial, aos edifícios governamentais, aos Campos Elísios, à Torre Eiffel e à Catedral de Notre-Dame. Cerca de 400 pessoas foram multadas em 135 euros cada uma por se manifestarem em locais proibidos.

Os milhares de participantes na Marcha pelo Clima respondiam a um apelo de várias Organizações Não-Governamentais, um dia após uma vaga de manifestações em todo o mundo para reclamar medidas urgentes contra a crise climática. Marcharam com cartazes, nos quais se lia “Acabem com o petróleo agora” e “Fim do mundo”.

Devido ao receio de violência, foi destacado um vasto dispositivo policial (cerca de 7.500 agentes, de acordo com a France-Presse) para vários locais da capital francesa, com veículos blindados. Trinta estações de metro chegaram a estar fechadas, segundo a Reuters.

Notícia atualizada às 21h10 com nova informação sobre o número de detidos