Questionado sobre se, a longo prazo, o melhor para o Reino Unido é ou não permanecer na União Europeia, Jeremy Corbyn respondeu este domingo, em entrevista à BBC, com um “talvez”: “Depende do acordo que tivermos com a União Europeia se sairmos”.

“Temos consistentemente apresentado aquela que considero uma opção credível, baseada em cinco pilares — união aduaneira, relações comerciais, proteção do consumidor e direitos ambientais, e é claro o Acordo da Sexta-Feira Santa. Se a UE concordar com estas exigências, esta seria uma opção credível para apresentar ao povo britânico”, disse o líder da oposição britânica, à margem do congresso do Partido Trabalhista que decorre este fim de semana.

A posição do líder do partido, cuja maioria defende a permanência na União Europeia, irá seguramente enfurecer os ativistas anti-Brexit, prevê de antemão a editora de política do The Guardian, Heather Stewart.

Ao Observador, no início de setembro, Steven Fielding, professor de História Política da Universidade de Nottingham e um estudioso do Partido Trabalhista, já tinha garantido que Corbyn não queria permanecer na União Europeia: “No fundo, no fundo, ele é um leaver de esquerda. A situação ideal do ponto de vista dele para o Reino Unido era termos um soft Brexit”.