Sempre atenta aos acontecimentos que vão marcando o país, sempre com humor — ainda este domingo foi publicada uma fotografia de utentes séniores que mostravam vestidos: estavam a escolher “guarda roupa para o casamento do ano”, do cantor Toy —, a página de Facebook da Santa Casa da Misericórdia de Azinhaga não perdeu a oportunidade de comentar o fim da carne de vaca decretado nas cantigas da universidade de Coimbra.

Sensível aos argumentos ambientais e ecológicos da Universidade de Coimbra, o Centro de Dia da Misericórdia de Azinhaga anunciou humoristicamente que vai optar por uma medida semelhante, mas a restrição alimentar vai ser outra: acabou-se o marisco no Centro de Dia.

A proibição, acompanhada por uma hashtag que defende que “rir é o melhor remédio”, foi anunciada através de uma notícia fictícia de jornal. A página trocou o título do jornal Observador pelo jornal “Calhandreiro”, manteve o layout azulado do site e decretou que o marisco vai ser “substituído por outros nutrientes” porque é necessário “manter a biodiversidade dos oceanos”.

A notícia fictícia usa como imagem uma fotografia de utentes reunidas à mesa, a comer marisco, naquele que é descrito como um “almoço de despedida”.

????????ÚLTIMA HORA?Solidária com a Universidade de Coimbra, Misericórdia de Azinhaga elimina marisco no Centro de Dia#ocalhandreiro#riréomelhorremédio

Posted by Santa Casa Misericórdia Azinhaga on Friday, September 20, 2019

A página de Facebook da Santa Casa da Misericórdia de Azinhaga já tinha utilizado humor para comentar a greve dos combustíveis. Numa outra publicação, a conta utilizava o layout do site do jornal Correio da Manhã e publicava uma fotografia de utentes do Centro de Dia com garrafões e jerricãs na mão. O título sugeria “confrontos” entre utentes “na corrida ao combustível”.

???? ÚLTIMA HORA ????UTENTES DA MISERICÓRDIA ENVOLVEM-SE EM CONFRONTOS NA CORRIDA AO COMBUSTÍVELVários desacatos…

Posted by Santa Casa Misericórdia Azinhaga on Friday, August 9, 2019

Também já tinha sido utilizado humor numa publicação que fazia promoção ao “melhor sistema de vigilância do mercado”, o “Sénioritas”, que consiste em utentes do Centro de Dia sentadas num banco em modo “vigilantes”.