O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, discursa esta terça-feira, pela terceira vez, perante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, onde tem trazido mensagens de apoio ao multilateralismo e ao diálogo.

Segundo a lista das Nações Unidas, o chefe de Estado português será o segundo a intervir no período da tarde de terça-feira do debate geral desta 74.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, depois do presidente de Angola, João Lourenço.

Na abertura, de manhã, o primeiro a discursar será o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, seguindo-se o presidente dos Estados Unidos da América, país anfitrião, Donald Trump, como é tradição.

Ao final do dia, Marcelo Rebelo de Sousa estará na habitual receção oferecida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, aos chefes de Estado que participam na Assembleia Geral da ONU.

Esta 74.ª sessão da Assembleia Geral da ONU tem como prioridades a paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão, e o seu arranque ficou marcado pela cimeira do clima desta segunda-feira.

Na sua intervenção nessa Cimeira da Ação Climática, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou o apoio de Portugal à atuação do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerando que tem tido uma “liderança visionária”, com as alterações climáticas como “desafio crucial”.

Esta terça-feira, o Presidente da República irá ainda intervir num evento sobre economia sustentável dos oceanos, copatrocinado por Portugal.

Além disso, à margem do debate geral da 74.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, tem previstos encontros bilaterais com o primeiro-ministro de Andorra, país que vai receber a próxima Cimeira Ibero-Americana, e com o Presidente do Quénia, com quem Portugal está a organizar a Conferência dos Oceanos que decorrerá em Lisboa, em junho.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou no domingo a Nova Iorque, onde ficará até quarta-feira, dia em que falará na sessão de abertura de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) sobre o futuro da educação.

A sua estreia no debate geral anual entre chefes de Estado e de Governo dos 193 Estados-membros da ONU foi em 2016, com um discurso em que defendeu que o novo secretário-geral deveria ser “um congregador de espíritos e de vontades”, na linha de Mahatma Gandhi e Nelson Mandela.

Nessa 71.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, o Presidente português esteve focado na candidatura de António Guterres a secretário-geral desta organização – cargo para o qual o antigo primeiro-ministro português seria escolhido menos de um mês depois, iniciando funções em 01 de janeiro de 2017.

Na 72.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em 2017, foi o primeiro-ministro, António Costa, quem representou o Estado português.

No ano passado, já tinha sido Marcelo Rebelo de Sousa a representar Portugal no debate geral da 73.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.