Pelo menos 22 pessoas morreram e outras 200 ficaram feridas após um sismo registado esta terça-feira na Caxemira paquistanesa e que teve uma intensidade de 5,8 graus na Escala de Richter, indicam novos números revelados pela polícia paquistanesa citados pela agência britânica Reuters.

O porta-voz da polícia de Caxemira, Irfan Saleem, referiu que o tremor de terra sacudiu também parte do país e provocou a destruição parcial de várias estradas, bem como danos em edifícios, com alguns a ruírem na totalidade, segundo a agência espanhola Efe.

“Quatro pessoas morreram e 50 outras ficaram feridas na cidade de Mirpur [leste]. Também se registaram danos em vários edifícios. Aguardamos por mais pormenores”, disse o porta-voz policial.

O terramoto ocorreu a cinco quilómetros da cidade de Jeklum, na Caxemira controlada pelo Paquistão, sendo Mirpur a localidade que aparenta ter sido mais afetada, acrescentou.

O porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres da região, Raja Sajjad, confirmou que toda a região sofreu “fortes danos”, mas não avançou mais pormenores, adiantando, porém, que o sismo foi sentido noutras cidades do país, como Peshawar, Lahore, Murree ou mesmo Islamabade.

O exército paquistanês, através da Força Aérea, enviou já ajuda às populações afetadas.

O sul da Ásia tem um alto nível de sismicidade pela proximidade aos Himalaias, onde chocam as duas placas continentais da Índia e da Euroásia, que convergem a uma velocidade relativa de 40 a 40 milímetros por ano.

Em 2014, o Paquistão foi afetado por um terramoto de magnitude 7,5 graus na Escala de Richter, que provocou 220 mortos, 1.656 feridos e danos em 10.586 casas.