O presidente do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, disse esta quinta-feira estar esclarecido sobre o caso Tancos desde as primeiras declarações de Marcelo Rebelo de Sousa e ter a certeza de que o Presidente da República fala verdade.

“Considero-me absolutamente esclarecido [sobre o caso Tancos]”, afirmou Santana Lopes, lamentando que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “seja forçado a falar tanta vez do assunto”.

O presidente do Aliança e ex-primeiro-ministro aludia às declarações do Presidente da República, na terça-feira, quando afirmou nunca ter sido informado, por qualquer meio, sobre o alegado encobrimento na recuperação das armas furtadas de Tancos.

“Ele [Marcelo Rebelo de Sousa] disse que não teve conhecimento e por mim está esclarecido”, disse Santana Lopes, sublinhando não lhe passar “pela cabeça que o chefe de Estado de Portugal tenha qualquer responsabilidade nessa matéria ou que não fale a verdade”.

Santana Lopes não tem dúvidas de que o Presidente da República “falou a verdade logo na primeira vez”, considerando não ser preciso “que ele repita” não ter tido conhecimento do alegado encobrimento da recuperação das armas.

Santana Lopes falava em Azambuja, no distrito de Lisboa, onde efetuou um contacto com a população, no âmbito da campanha para as eleições legislativas. Em terra de tradições taurinas, Pedro Santana Lopes reiterou ser “um aficicionado” e “respeitar” as touradas como algo “que faz parte da cultura portuguesa”.

O presidente do partido, que é “contra os proibicionismos” nesta matéria, afirmou-se também contra a proibição da carne de vaca em cantinas das universidades.

No final do percurso em que constatou a “desertificação que é a realidade na comunidade urbana à volta da capital [Lisboa], o presidente de Aliança sublinhou a importância de “estender o passe decidido pelo Governo até à Azambuja”, a última à estação da CP da linha suburbana.