O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste disse esta quinta-feira nas Nações Unidas que são necessárias análises financeiras robustas para garantir que os fundos sejam aplicados em projetos com retorno social significativo.

No diálogo de alto nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, promovido pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, Dionísio da Costa Babo Soares disse que os mecanismos robustos de análise financeira são essenciais para benefício das iniciativas mais promissoras de retorno na sociedade ou na economia.

Essas iniciativas devem focar-se nas áreas essenciais da adaptação às alterações climáticas e de mitigação dos efeitos, tal como é encorajado junto dos investidores de Timor-Leste, disse o ministro.

A Agenda 2030 (dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU) e a Agenda de Ação Adis Abeba (Agenda 2063, definida pela União Africana) são cada vez mais necessárias para construir um plano de desenvolvimento sustentável global, segundo o chefe da diplomacia timorense.

Timor-Leste pretende que a comunidade internacional dê mais atenção à economia dos países mais vulneráveis aos desastres naturais, porque as catástrofes são mais graves em locais específicos e com menos recursos para a recuperação.

Segundo o chefe da diplomacia timorense, a avaliação financeira é um importante instrumento na economia do país e também deve ser reforçada nas Nações Unidas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação sublinhou também que o sistema financeiro global deve respeitar as especificidades de cada país e não deve impor condições numa lógica de “tamanho único”, acrescentando que as soluções devem encontrar-se em instrumentos inovadores.

Na abertura do diálogo para o Financiamento Sustentável, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres afirmou que o financiamento dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 são “um teste da nossa seriedade” para com o futuro.

António Guterres sublinhou também que pequenos Estados insulares extremamente endividados estão a lutar com custos muito elevados da devastação causada por fenómenos climáticos.

O secretário-geral defendeu que os fundos mundiais devem ser aplicados em projetos mais sustentáveis, incluindo através de instrumentos de financiamento inovadores.