Pelo menos sete pessoas, um bebé, quatro crianças e duas mulheres, morreram esta sexta-feira depois de uma embarcação que transportava migrantes se afundar no Mar Egeu, anunciou a guarda costeira grega num novo balanço. O naufrágio ocorreu perto da ilha de Inousses, localizada entre a ilha grega de Quios e a costa turca.

Quatro crianças, cinco homens e três mulheres, cujas nacionalidades ainda não são conhecidas, foram salvas.

Num anterior balanço, a guarda costeira indicava que duas crianças tinham morrido e quatro pessoas estavam desaparecidas.

Centenas de migrantes e refugiados morreram nos últimos anos enquanto tentavam atravessar o Mar Egeu em pequenas embarcações superlotados.

Mais de 50 pessoas afogaram-se desde o início do ano, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A Grécia acolhe cerca de 70.000 refugiados e migrantes, principalmente sírios que fugiram do seu país desde 2015 enquanto atravessavam a vizinha Turquia.

As chegadas de refugiados à Grécia vindos da Turquia aumentaram significativamente este ano e, em agosto, 9.300 pessoas chegaram às ilhas do Mar Egeu, o número mais elevado desde a declaração conjunta de março de 2016 entre a União Europeia e a Turquia sobre a gestão da crise migratória.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, indicou esta semana que cerca de 3.000 pessoas chegaram da Turquia nos últimos dias, aumentando a pressão sobre as instalações de acolhimento já superlotadas.

Nas últimas 24 horas, 358 pessoas foram resgatadas em oito operações na Grécia, de acordo com a Guarda Costeira.

Mais de 26.000 pessoas estão alojadas nos campos de registo das ilhas do Egeu, instalações inicialmente preparadas para albergar 5.800 pessoas.