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Furacões perdem intensidade na região dos Açores. Plano de Emergência ativado às 20h desta terça

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Os furações têm a tendência a perder energia e transformarem-se em tempestades tropicais quando se aproximam dos Açores devido à “diminuição significativa” da temperatura da água do mar e ao vento.

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ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

Os furações têm a tendência a perder energia e transformarem-se em tempestades tropicais quando se aproximam dos Açores devido à “diminuição significativa” da temperatura da água do mar e ao vento, segundo a meteorologista Vanda Costa.

Por norma, o que acontece é que quando os furacões se dirigem a esta zona do Atlântico Norte, tendo em conta que a temperatura da água do mar diminui significativamente e os ventos em altitude atuam em sentido contrário ao furacão, a tendência é para irem diminuindo de intensidade, o que está a acontecer com o Lorenzo”, afirmou esta segunda-feira à agência Lusa a meteorologista.

A especialista recordou que o furação Lorenzo já atingiu a categoria 5 (a máxima) da escala de Saffir-Simpson, estando neste momento com categoria 2, sendo a tendência “ir perdendo a intensidade consoante se aproxima do arquipélago”. Vanda Costa salvaguardou, contudo, que este furacão é “bastante forte”, registando “bastante atividade”. Há a “possibilidade muito pequena de passar nos Açores já como tempestade tropical”, devendo passar com categoria 1.

A passagem deste tipo de fenómeno, sublinhou, “não é inédita” nos Açores, sendo justamente “mais provável” de acontecer em setembro e outubro. Apesar de “não serem recorrentes” nos Açores, estes fenómenos “não são anormais”, segundo a meteorologista, não sendo fácil quantificar o número de furacões que passam no arquipélago.

A previsão da evolução do furacão Lorenzo (Fonte: National Hurricane Center)

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Vanda Costa referiu que este não é, “de todo”, o furacão com maior intensidade que irá passar nos Açores, mas “é um dos mais intensos”, recordando o recente furacão de categoria 3, o “Ofélia”, que passou ao largo da ilha de Santa Maria.

“A diferença a que estamos a assistir é que não é o número de furacões que tem aumentado com a influência das alterações climáticas, mas a intensidade com que chegam à região”, explicou.

O furacão Lorenzo, que esta segunda-feira passou à categoria 2, encontrava-se de manhã a aproximadamente 1.800 quilómetros a sudoeste dos Açores, mas está prevista uma “diminuição da intensidade nos próximos dias”. Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), às 9h o furacão – que na noite de domingo era descrito como de categoria 4 e já teve outras classificações — deslocava-se “para norte/nordeste a uma velocidade de 20 quilómetros por hora”.

[Pode acompanhar a evolução metereológica nos Açores no mapa abaixo]

“Mantendo-se as previsões da trajetória, o centro do furacão deverá passar muito próximo do grupo Ocidental (Flores e Corvo), afetando assim todo o arquipélago na próxima quarta-feira”, lê-se no comunicado assinado pela meteorologista Elsa Vieira, da delegação dos Açores do IPMA.

No entanto, “devido à distância a que o furacão se encontra”, o IPMA reitera que “existe ainda incerteza relativamente à trajetória exata e à respetiva intensidade com que poderá atingir o arquipélago”.

Plano de Emergência ativado a partir das 20h desta terça-feira

Em conferência de imprensa, Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores, anunciou que será ativado o Plano Regional de Emergência dos Açores a partir das 20h desta terça-feira, dia 1 como medida de precaução.

Vasco Cordeiro informou ainda que “em função daquilo que se prevê que aconteça, o Governo Regional decidiu encerrar escolas, creches, jardins de infância, centros de atividades ocupacionais, centros de dia, na quarta-feira“. Esta decisão, acrescenta, abrange apenas as ilhas do grupo Ocidental e do Grupo Central.

A principal mensagem é que esta situação deve ser encarada sem alarmismos, mas com a consciência e a responsabilidade de que estamos a enfrentar circunstâncias extraordinárias que não são de todos os dias”, referiu Vasco Cordeiro.

Ao longo dos próximos dias será feito um reforço de operacionais da Direção Regional dos Recursos Florestais nas várias ilhas, além de forças médicas e de segurança. Na ilha do Corvo serão mais seis operacionais e um enfermeiro. Na ilha das Flores, houve uma deslocação de 12 operacionais, nove bombeiros e dois operadores de combinação da Proteção Civil.

Já na ilha Graciosa, foram reforçados com oito operacionais e cinco bombeiros, no Faial quatro operacionais e em São Jorge oito operacionais.

António Costa afirma-se apreensivo com passagem do furacão

O secretário-geral do PS manifestou-se esta segunda-feira preocupado com as consequências que poderá ter a passagem do furacão Lourenzo pelos Açores e adiantou que tem estado em contacto com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

“Fora da campanha o único tema que me preocupa — e que deve preocupar todos — é o risco do furacão Lourenzo que se aproxima dos Açores e que nos deve concentrar a atenção”, declarou António Costa, durante uma ação de rua do PS em Cacilhas, concelho de Almada.

O líder socialista referiu que, enquanto primeiro-ministro, já teve a oportunidade junto do presidente do Governo Regional dos Açores de “manifestar toda a disponibilidade da República e toda a solidariedade”. Perante os jornalistas, o secretário-geral do PS declarou que, “fora da campanha, o tema do furacão Lourenzo “é mesmo o único tema que deve motivar a preocupação” dos políticos.

Neste momento, há um furacão que é muito ameaçador para os Açores e que já foi sinalizado com alerta vermelho. Portanto, é dever da República manifestar toda a solidariedade em relação aos Açores, como no passado já se manifestou relativamente à Madeira”, disse.

De acordo com António Costa, “felizmente, até ao momento, o Governo Regional dos Açores não sentiu necessidade de pedir mais apoio” ao Governo da República, “além daquele que foi disponibilizado pela Proteção Civil”. “Hoje [segunda-feira] mesmo, Vasco Cordeiro está reunido com o Conselho Regional da Proteção Civil para avaliar outras eventuais necessidades”, acrescentou.

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