No dia em que se celebra o 70º aniversário da República Popular da China, Hong Kong é cenário de confrontos violentos entre polícias e manifestantes. As ruas estão pintadas de azul — corante que pinta a água que as autoridades usam para tentar dispersar os manifestantes –, há lojas vandalizadas e pequenos incêndios em artérias transformadas em campos de batalha. De um lado, a polícia dispara balas reais que já atingiram o peito de um estudante do ensino secundário que está em estado crítico no hospital; do outro, manifestantes anti-governo protegem-se com guarda-chuvas e atiram pedras e garrafas.

Para além dos mais de 66 feridos que já deram entrada em hospitais e dos mais de 180 detidos, há bandeiras da China queimadas e a CNN conta que um dos manifestantes escreveu com spray no chão a seguinte mensagem: “Deus destrua o governo comunista. Sangue por sangue”.

Veja, na fotogaleria acima, as principais imagens dos confrontos desta terça-feira e acompanhe no liveblog as atualizações ao minuto.

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As imagens das celebrações do 70º aniversário da República Popular da China

Durante a manhã, Xi Jiping discursou na histórica Praça de Tiananmen, onde foi exibido um enorme retrato da figura do líder do país. Primeiro, uma monumental parada militar com mais de 15 mil participantes ocorreu em Pequim, para demonstrar todo o poderia da China. A parada mostrou também algum do armamento militar mais moderno que a China dispõe, incluindo 160 aeronaves e 580 peças de armamento como drones.

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Foram exibidas as novas armas Tipo-19 e um míssil supersónico, o DF-100, com um alcance de dois mil a três mil quilómetros (ou seja, capaz de chegar aos EUA). Na parada, foi ainda apresentado o míssil balístico DF-41, com um alcance de 15 mil quilómetros — o que faz dele um recordista mundial, com capacidade para atingir território norte-americano em cerca de 15 minutos.

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O Presidente chinês afirmou, depois da parada, que o seu país continua “comprometido com a estratégia de reforço pacífico do modelo ‘um país, dois sistemas'”. “Iremos manter a estabilidade a longo-prazo de Hong Kong e Macau”, reforçou.