Courtois; Carvajal, Varane, Sergio Ramos, Nacho; Casemiro, Kroos, Modric; Lucas Vázquez, Hazard, Benzema. Foi este o onze escolhido por Zinedine Zidane para defrontar o Club Brugge (ou Brujas) na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, por um sinal um dos encontros antecipados da hora tradicional da Champions (20h). No entanto, e ao longo do dia, era de outro onze que se falava. E com apenas dois nomes em comum.

Luís Figo, Zinedine Zidane, Ronaldo Fenómeno, David Beckham, Michael Owen, Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema, Gareth Bale, James Rodríguez e Eden Hazard foram os 11 galácticos enunciados pela Marca para se perceber o rendimento do belga, contratação mais sonante da temporada que custou 100 milhões de euros. Conclusão? Apenas Owen, que tem andado nas últimas semanas nas notícias pela polémica biografia que motivou acusações e contra acusações até com antigos companheiros, teve um início pior do que o ex-Chelsea.

Depois de uma lesão muscular contraída em vésperas do arranque oficial da época, Hazard chegava ao primeiro dia de outubro com apenas quatro jogos realizados, nenhum golo e um total de 267 minutos onde nunca conseguiu fazer a diferença – e até de distinguiu mais pelas exibições abaixo do normal, como aconteceu com o PSG ou com o Atl. Madrid, do que propriamente pelos períodos bons, como a meia hora em que entrou com o Levante. Contra uma equipa do seu país, e depois de um arranque europeu em falso com uma derrota no Parques dos Príncipes, este era o momento do internacional belga aparecer mas o que se começou a ver foi o contrário e, chegados ao intervalo, também o compatriota Courtois assumiu protagonismo como vilão no “escândalo”.

Logo aos nove minutos, já depois de um cabeceamento de Benzema ao lado (5′), Emmanuel Bonaventure Dennis – que tão depressa é conhecido como Emmanel Dennis como por Bonaventure, nome que adotamos a partir daqui por gestão de caracteres e por ser aquele pelo qual é reconhecido no site oficial da UEFA – inaugurou de forma quase caricata o marcador, ao enganar Courtois quando queria tentar dominar a bola na área e num lance que inicialmente até foi anulado antes de ser validado pelo VAR (9′). Modric, Varane (que obrigou Mignolet a uma defesa extraordinária após canto) e Kroos ainda tiveram boas chances para empatar mas seria Bonaventure, com mais uns toques meio atabalhoados pelo meio, a aumentar a vantagem belga para 2-0 (39′).

Indisposto e com problemas de estômago, Courtois saiu ao intervalo não que sem antes tenha sido assobiado pelos adeptos merengues, à beira de um ataque de nervos com mais uma exibição aquém da equipa (ainda que lidere a Liga, com um ponto de vantagem sobre o Atl. Madrid). Entrou Areola mas entrou também Marcelo, para o lugar do lesionado Marcelo. O Real Madrid ia com tudo para cima do Club Brugge e, depois de duas boas iniciativas de Hazard e uma oportunidade para Benzema, Sergio Ramos conseguiu reduzir de cabeça a mais de meia hora do final (em mais um lance anulado pelo árbitro assistente que veria a decisão revogada pelo VAR), reabrindo o encontro e estabilizando emocionalmente uma equipa que já tinha a bola a queimar nos pés (55′).

Mesmo longe da consistência que valeu ao Real a coroa de tricampeão europeu no primeiro reinado de Zidane, o conjunto da capital espanhola continuou a forçar para chegar ao empate e conseguiu mesmo evitar males maiores a cinco minutos do final, quando o capitão Vormer foi expulso e Casemiro resgatou um ponto para os espanhóis, que continuam sem ganhar nesta Champions e não têm grande margem para mais escorregadelas. Assim como Hazard, tendo uma relação diferente com o público do que Courtois, continua a perder margem.