A Polícia Judiciária (PJ) está a chamar vários dirigentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, liderada por Pedro Santana Lopes entre 2012 e 2014, para serem ouvidos no âmbito de alegadas irregularidades financeiras detetadas pela Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e Segurança Social (IGMTSS).

Segundo avança a revista Sábado, três ex-administradores, que já tinham sido notificados pelo Tribunal de Contas no fim de 2018, foram chamados a prestar declarações: Paulo Calado, Rita Valadas e Helena Lopes da Costa. Santana Lopes, agora líder do partido Aliança, garante que não foi notificado.

Não conheço o motivo. Apenas sei que, entre os ajustes diretos que o Ministério Público tem em mãos, nenhum caso é do meu departamento”, garantiu Helena Lopes da Costa à Sábado.

A investigação do IGMTSS detetou infrações financeiras por negligência em duas decisões tomadas entre 2012 e 2014: a contratação sem concurso público de Falcão de Campos, o arquiteto que já estava envolvido no projeto de requalificação do Largo de São Roque; e a contratação, também por ajuste direto, da empresa de comunicação LPM.

Quando a investigação do IGMTSS seguiu para o Tribunal de Contas, além da equipa que o anterior provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa liderava, também Santana Lopes foi notificado, em finais de outubro do ano passado. Mas, desta vez, o agora líder do Aliança garante que não recebeu a notificação. À data, o ex-primeiro-ministro adiantou que o Tribunal de Contas pretendia aplicar duas multas de 2500 euros por cada infração.