A  Agência Nacional de Segurança do Medicamento e os Produtos de Saúde francesa (ANSM) quer limitar o acesso a analgésicos como aspirina, paracetamol e ibuprofeno, escreve a imprensa daquele país.

Atualmente, estes medicamentos podem ser adquiridos diretamente das prateleiras das farmácias francesas, mas a ANSM quer, já a partir de janeiro de 2020, que eles sejam colocados atrás do balcão, de maneira a reforçar o papel de aconselhamento dos farmacêuticos.

Isto já acontece em algumas farmácias, mas a ANSM pretende que este seja a norma, de maneira a combater o uso excessivo destes medicamentos e a contribuir para a diminuição dos respetivos riscos.

Em 2017, uma mulher chamada Naomi Musenga morreu na sequência de uma intoxicação provocada pela toma de paracetamol  de forma automedicada prolongada, isto é, “durante vários dias”.

Entrando em vigor no início do próximo ano, a medida poderá afetar 36 marcas diferentes de paracetamol e 46 tipos de ibuprofeno, tal como escreve a edição francesa da página noticiosa The Local. A medida não implica mudanças de maior, pelo que a aquisição destes medicamentos continuará a não exigir prescrição médica.