A Iniciativa Liberal (IL) anunciou esta quarta-feira que vai abdicar da subvenção pública de campanha, caso eleja um deputado à Assembleia da República, considerando ser “uma imoralidade” gastar “mais de oito milhões de euros em campanhas”.

É uma imoralidade que o Estado português tenha reservado mais de oito milhões de euros para pagar campanhas dos partidos políticos numa altura em que falta material básico nos hospitais e temos a maior carga fiscal de sempre”, acusou Carlos Guimarães Pinto, líder da Iniciativa Liberal.

O partido, em comunicado, refere que, segundo algumas sondagens, poderá eleger um deputado e assim ter direito a mais de 200 mil euros de subvenção de campanha. De acordo com Carlos Guimarães Pinto, a IL é o único partido até o presente momento a anunciar que irá rejeitar a subvenção de campanha.

O roubo ao contribuinte é tão descarado que só há um caminho possível: não aceitar receber um euro de subvenção de campanha e lutar por mudar a lei. Por isso, se viermos a eleger um deputado e, portanto, pudermos beneficiar de uma parte desses oito milhões, iremos rejeitar esse privilégio injustificado”, frisou.

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Carlos Guimarães Pinto assegurou que, enquanto for presidente do partido, não aceitará “um euro de subvenção de campanha”. A Iniciativa Liberal já tinha tomado uma posição semelhante em relação à subvenção pública de campanha nas eleições europeias.

No programa eleitoral, a IL propõe uma redução substancial das verbas destinadas à subvenção pública de campanha e também uma alteração no tipo de despesas que essa subvenção pode pagar.