O número de mortos causado pelo naufrágio de uma embarcação de madeira a seis milhas da costa da ilha italiana de Lampedusa subiu para 13, todas mulheres de origem subsaariana, avançou a organização humanitária “Mediterranean Hope”.

A guarda costeira declarou que, durante a madrugada, foi avistada uma pequena embarcação de madeira com cerca de 50 migrantes, mas devido às más condições climáticas o barco virou-se durante a operação de aproximação.

As lanchas da guarda costeira e da guarda de finanças salvaram 22 migrantes e recuperaram dois corpos, enquanto a busca aérea pelos 20 desaparecidos continuou. Tendo depois sido recuperados mais 11 corpos, todos de mulheres, explicou a “Mediterranean Hope”.

Num outro incidente, a embarcação da organização não-governamental espanhola “Open Arms”, a única que se encontra no Mediterrâneo Central no momento, localizou no domingo à noite um outro barco de madeira com 40 migrantes, que acolheu, e aguarda agora a indicação de um porto para desembarcá-los.

No dia 2 de outubro, o “Open Arms” partiu do porto de Nápoles, no sul de Itália, para a sua 67.ª missão, depois de ter estado retido desde do dia 22 agosto até o dia 21 de setembro, no porto de Lampedusa, para solucionar irregularidades técnicas e operativas, detetadas numa inspeção do ministério de transportes italiano.