Um homem de 32 anos foi detido por suspeitas de tentar matar o sobrinho de cinco anos, no final do mês de julho numa casa de família em Ovar. Segundo o comunicado da PJ, enviado esta terça-feira, o homem terá fugido para a Suíça e foi detido agora que regressou a Portugal.

Segundo fonte da PJ de Aveiro, o suspeito usou uma arma de ar comprimido, ou seja uma réplica de uma arma de fogo usada, por exemplo, na prática de airsoft. No entanto, alerta a PJ, uma arma destas usadas em determinadas partes do corpo, para mais no de uma criança, poderá “causar lesões com consequências muito graves”. Por isso o Ministério Público, que emitiu logo após o crime um  mandado de detenção, entendeu que em causa poderá estar um crime de tentativa de homicídio, o que por si só implica que terá havido dolo, ou seja, intenção de matar.

No comunicado da PJ, lê-se que não houve qualquer motivo aparente para o suspeito apontar a arma à cara do sobrinho e disparar. “Sem motivação específica aparente, o indivíduo alvejou um sobrinho, com 5 anos de idade, usando uma pistola de ar comprimido, que lhe encostou à face, causando-lhe lesões que obrigaram a assistência médica hospitalar de urgência”, descreve a PJ em comunicado.

A fonte contactada pelo Observador explica que nem a família, nem a vítima, encontram explicação para o ato. O suspeito em causa chegou a estar emigrado na Suíça, mas por causa de um acidente deixara de trabalhar. Nessa altura estava em Ovar, em casa da mãe, e receberam a visita da irmã e dos dois sobrinhos. A irmã, mãe da vítima, admitiu à polícia que os dois não mantinham uma relação de grande proximidade, ainda assim nada teria acontecido que justificasse o ato.

Depois do crime, o suspeito fugiu para a Suíça, mas manteve contacto com a mãe. A PJ esperou que regressasse ao país para o deter. Sabia que tal ia acontecer, porque ele não tinha trabalho na Suíça.

O suspeito tinha com ele a arma que usou no crime, que a PJ descreve como uma “réplica bastante autêntica de uma arma de fogo real”. Não resistiu à detenção e só deverá prestar declarações perante um magistrado.

Na sua ficha criminal há referência a crimes de tráfico de droga.