A Rússia apelou esta terça-feira para que “não seja sabotada a resolução pacífica” do conflito na Síria, onde os curdos estão sob a ameaça de uma ofensiva da Turquia após o anúncio por Donald Trump de uma retirada militar norte-americana.

O Presidente Vladimir Putin e o seu Conselho de segurança sublinharam, durante a reunião desta terça-feira, “a importância, no atual momento, de evitar qualquer ação que poderá sabotar uma resolução pacífica” do conflito no contexto da formação recente de um Conselho constitucional, segundo o porta-voz Dmitri Peskov, citado pelas agências russas.

Peskov assegurou previamente que a Rússia, que segue “com muita atenção a evolução da situação”, não foi informada previamente da anunciada retirada norte-americana, apesar de referir que duvida sobre a sua efetiva concretização.

A Turquia afirmou esta terça-feira estar disposta a desencadear uma nova ofensiva na Turquia contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), que o Presidente dos EUA Donald Trump prometeu não abandonar, após ter deixado entender o contrário.

A Rússia é o principal aliado do regime de Damasco e a sua intervenção na Síria, em setembro de 2015, permitiu às forças de Bashar al-Assad assegurar diversas vitórias decisivas e retomar o controlo de largas faixas de território.

Moscovo dispõe de duas bases militares na Síria, o aeródromo de Hmeimim, no noroeste do país, e o porto de Tartus, mais a sul.