A recusa da Casa Branca em cooperar na investigação para um eventual processo de destituição do Presidente dos EUA é uma “tentativa ilegal de ocultar os factos”, defendeu esta terça-feira a líder democrata no Congresso. O anúncio da Casa Branca é “simplesmente outra tentativa de esconder os factos sobre os esforços descarados do Governo [de Donald] Trump de pressionar as potências estrangeiras a interferirem nas eleições de 2020”, afirmou Nacy Pelosi, em comunicado.

“É a última tentativa (…) para camuflar a traição da nossa democracia”, frisou a política norte-americana que lidera a Câmara dos Representantes. Algumas horas antes, a Casa Branca anunciara a sua recusa em cooperar com a investigação do Congresso norte-americano, com o argumento de que as investigações sobre o caso ucraniano conduzidas pelos democratas eleitos não eram legítimas nem imparciais.

“Como não tem fundamento constitucional legítimo ou a menor aparência de imparcialidade (…), o poder executivo não pode ser obrigado a participar”, escreveu o advogado e conselheiro da Casa Branca, Pat Cipollone, numa carta enviada à líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

Entre as queixas do executivo, Cipollone destaca a falta de votação na Câmara dos Representantes para desencadear esse processo. “Simplificando, [Nancy Pelosi] está a tentar cancelar os resultados das eleições de 2016 e privar os americanos do Presidente que eles escolheram livremente”, escreveu.

A maioria Democrata iniciou na passada semana um inquérito para a destituição do Presidente, acusando Donald Trump de pressionar o chefe de Estado da Ucrânia a investigar as atividades naquele país do filho de Joe Biden, antigo vice-Presidente e atual candidato presidencial nas primárias do Partido Democrata.