A vida e obra de Amália Rodrigues vão ser recordadas, este fim de semana, no Brejão, concelho de Odemira (Beja), com visitas, missa campal e uma noite de fados para assinalar os 20 anos da sua morte. A ligação que a “rainha do fado” mantinha com a aldeia do Brejão, na freguesia de São Teotónio, começou quando mandou construir, nos anos 70 do século XX, a sua casa de férias nesta terra do litoral alentejano.

O evento “Odemira Recorda Amália” (1920-1999), organizado pelo município, em parceria com a Fundação Amália e a Associação Cultural e de Desenvolvimento Económico-Social do Brejão, pretende homenagear “a grande voz do fado e manter viva a sua ligação ao território de Odemira”, explicaram esta quarta-feira os promotores.

O evento, que marca igualmente o arranque das comemorações do centenário do nascimento da fadista, com um programa de atividades em todo o país que se vai estender até ao final de 2020, abre na sexta-feira, às 21h30, com a exibição do filme “Amália”, do realizador Carlos Coelho da Silva, no Centro Sócio-Cultural do Brejão.

No sábado, Amália Rodrigues é recordada com visitas à sua casa de férias, entre as 10h00 e as 17h00, seguindo-se uma missa campal na Quinta da Amália. À noite, pelas 21h30, está agendada uma noite de fados, no Centro Sociocultural do Brejão, com as atuações das fadistas Ana Valadas, Joana Luz e Fábia Rebordão.

A iniciativa, que tem entradas gratuitas, conta igualmente com uma mostra documental sobre a vida e obra de Amália Rodrigues, que está patente ao público até 31 de outubro, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Odemira.

Amália Rodrigues nasceu em 23 de julho de 1920 e morreu em 6 de outubro de 1999.