As exportações de bens diminuíram 3,8% e as importações caíram 4,0% em agosto face ao mesmo mês de 2018, penalizadas pela quebra no comércio de combustíveis e lubrificantes, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do INE, “destacam-se os decréscimos nas exportações e nas importações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (-44,1% e -43,7%, respetivamente), nomeadamente nas exportações de ‘produtos transformados’ e nas importações de ‘produtos primários’”, que “poderão estar relacionados com o encerramento para manutenção da refinaria de Sines durante o mês de agosto”.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em agosto as exportações aumentaram 0,6% e as importações cresceram 4,4% (-3,0% e +9,7%, respetivamente, em julho de 2019). Em julho as exportações tinham aumentado 1,3% e as importações tinham subido 9,5%.

Portugal regista queda de 0,1% do IPC

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) desceu em setembro 0,1% face ao mesmo mês de 2018, o mesmo valor registado em agosto, confirmou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) situou-se em 0,2%, observando-se também valor idêntico ao do mês anterior. A variação mensal do IPC terá sido 1,1% (em agosto, o valor apurado foi -0,1% e em setembro de 2018 tinha sido 1,1%), estimando-se uma variação média nos últimos doze meses de 0,5%, taxa inferior em 0,1 ponto percentual ao registado no mês precedente, refere o INE.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de -0,3% (que compara com os -0,1% observados em agosto), inferior em 1,2 pontos percentuais à estimativa do Eurostat para a área do euro (no mês anterior, esta diferença foi tinha sido 1,1 pontos percentuais).

O IHPC registou uma variação mensal de 1,4% (-0,1% no mês anterior e 1,5% em setembro de 2018) e uma variação média dos últimos doze meses de 0,5% (valor inferior em 0,1 pontos percentuais ao registado em agosto).

De acordo com o INE, a variação homóloga das rendas de habitação por metro quadrado foi 3,3% em setembro, taxa superior em 0,1 pontos percentuais à apurada no mês anterior, com todas as regiões a apresentarem variações homólogas positivas das rendas de habitação e Lisboa a registar o aumento mais intenso (4,1%).

O valor médio das rendas de habitação, por sua vez, registou uma subida mensal de 0,3%, valor idêntico ao registado no mês anterior, com todas as regiões a apresentarem variações positivas, sendo Lisboa a região com a variação mensal mais elevada (0,4%).