Mais de 1000 operadores foram fiscalizados e 14 processos de contraordenação foram levantados até ao fim da manhã desta quinta-feira numa operação lançada na quarta-feira pela ASAE em várias zonas do país.

Fonte oficial da Autoridades de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disse à agência Lusa que, até ao final da manhã desta quinta-feira, foram fiscalizados 1.100 operadores económicos e levantados 14 processos de contraordenação.

Segundo a ASAE, os processos de contraordenação estão relacionados com as condições de mediadores de temperatura, questões de higiene no transporte do pescado e pão e rotulagem de alimentos.

A mesma fonte disse ainda que, cerca das 13h30, estavam a ser feitas, na região sul, perícias com veterinários a meia tonelada de carne que estava a ser transportada numa carrinha com o objetivo de verificar se preenchia os requisitos para ser consumida.

A ASAE está a realizar desde as 19h30 de quarta-feira nos principais pontos fronteiriços portugueses uma operação que vai decorrer durante 30 horas, envolvendo 175 inspetores distribuídos por 60 pontos diferentes do território nacional.

O inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, disse esta quinta-feira à agência Lusa que a operação pretende fiscalizar o cumprimento das normas no transporte de mercadorias, alimentares ou não, um setor que tem um nível de cumprimento “bastante aceitável”.

O inspetor-geral da ASAE reconheceu que o transporte de bens alimentares “merece uma atenção redobrada, sobretudo para verificar as condições de frio e higiene”.

“Por simbolismo começa pelas fronteiras. É como imaginar um circuito de entrada de bens no país e a sua circulação com vista ao abastecimento das cidades”, disse o responsável, frisando que “é mais fácil detetar uma grande quantidade eventualmente com alguma anomalia no transporte do que depois, no mercado”.

O objetivo é “reforçar o consumidor, subindo na cadeia a montante, pois o transporte é o que está entre a armazenagem e a chegada ao retalho final e ponto de contacto com o consumidor”, acrescentou Pedro Portugal Gaspar, que reconhece que, da experiência de anos anteriores, “o transporte tem um nível de cumprimento bastante aceitável”.

“Naturalmente, fazemos estas intervenções espaçadamente, mas mantendo sempre a intervenção neste setor, pela importância estratégica que tem. (…) E claro que se deve sempre fiscalizar nas várias fases da cadeia”, afirmou.