A Sonae pretende investir até 625 milhões de euros no retalho alimentar até 2021. Deste valor, a maior fatia (cerca de 345 milhões de euros) destina-se a “manutenção e otimização” de espaços já existentes, mas um valor entre os 260 e os 280 milhões de euros vai para a abertura de  novos espaços: entre 50 e 60 lojas de proximidade Bom Dia e também de quatro a oito novas lojas Continente Modelo.

Numa apresentação feita aos investidores e divulgada na página da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Cláudia Azevedo realça o objetivo de acelerar o programa de expansão de lojas de proximidade do retalho alimentar, posicionadas junto dos aglomerados populacionais.

Em relação à Sonae Sierra, está prevista a inauguração do primeiro centro comercial na Colômbia e espera-se também o aumento da presença em Marrocos. O valor do investimento nas propriedades em desenvolvimento, também no que respeita à Sonae Sierra, está estimado em 182 milhões de euros e existem cinco projetos em curso (próprios ou em parceria).

Quanto à Worten, os objetivos a curto prazo passam por “consolidar a liderança em Portugal” e “aumentar a rentabilidade em Espanha”. Já a Sonae Fashion, que inclui as marcas Salsa, Zippy, Mo e Losan, prevê terminar 2019 com um crescimento médio anual das receitas de 4%, para 385 milhões, um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 37 milhões de euros e com as vendas internacionais a terem um peso de 42% nas receitas.

No segmento de desporto, que inclui as marcas Sport Zone, Sprinter, JD e Sise, a empresa espera que, a médio prazo, as receitas atinjam os mil milhões de euros, com o EBITDA a chegar aos 100 milhões. Há ainda a expectativa de que o número de lojas aumente para 500.

A Sonae registou 38 milhões de euros de lucro no primeiro semestre, menos 52,8% em comparação a igual período do ano anterior, resultado do impacto da venda da participação na Outsystems no segundo trimestre de 2018, anunciou a empresa em 21 de agosto.

Corrigido o valor do investimento previsto para a manutenção e otimização de espaços já existentes para menos 100 milhões de euros, após retificação enviada pela Sonae para a CMVM.