Já se sabe que será o iX3 o primeiro veículo eléctrico da nova vaga com emblema da BMW. Mas este SUV alimentado por bateria, com as dimensões do seu “irmão” X3 a gasolina e a gasóleo, estará longe de ser o único, pois a marca alemã está a apostar em apresentar uma gama recheada de eléctricos a bateria, além de híbridos plug-in. A novidade agora provém do facto de a BMW, através do responsável máximo pela divisão de veículos eléctricos, a BMW i, Robert Irlinger, ter anunciado que o segundo veículo 100% eléctrico a construir pela marca alemã será o i1, o Série 1 a bateria.

A opção de conceber plataformas versáteis, capazes de poder receber motores a combustão, a gasolina ou a gasóleo, mas com a mesma facilidade acomodar unidades eléctricas e as respectivas baterias, não é propriamente uma novidade, dado a PSA ter abraçado igualmente esta solução. Porém, como tudo o que é versátil, permite vantagens financeiras – dado ter uma plataforma que serve para tudo – mas poderá nunca ser tão eficiente quanto um chassi concebido especificamente para carros eléctricos. E as razões são várias, sendo uma das mais evidentes o facto de os EV não necessitarem de frentes tão grandes, dado não terem mecânicas volumosas para alojar.

Talvez, por isso, o Peugeot e-208 anuncia 340 km de autonomia com bateria de 50 kWh (14,7 kWh/100 km de média), enquanto o Zoe oferece 395 km com 55 kWh, a uma média de 13,9 kWh/100 km. O mesmo acontecendo com o Audi e-tron e o Mercedes EQC, cuja autonomia se fica por pouco mais de 400 km, enquanto o Model X da Tesla ultrapassa os 500 km. Resta saber até que ponto a BMW consegue fazer melhor do que os seus rivais da Mercedes e Audi na sua primeira criação da nova série de carros eléctricos.

Numa conversa com o jornal inglês Auto Express, Irlinger avançou que também as plataformas com tracção à frente destinadas aos modelos da BMW mais pequenos, no caso o Série 1, vão dar origem a versões 100%, alimentadas por bateria. Deixando transparecer que o novo eléctrico deverá assumir a denominação i1 – certamente deixando espaço para o iX1, a versão eléctrica do X1 que recorre à mesma plataforma –, Irlinger afirmou que a berlina mais pequena da BMW chegará ao mercado em 2021, ou seja, cerca de um ano depois do iX3.

De caminho, o responsável da BMW i deixou ainda claro que o i4 poderá ser o eléctrico que se segue, baseado no actual Série 4, uma berlina desportiva com ar de coupé e quatro portas. Quanto ao actual i3, o primeiro eléctrico da marca, que não será substituído (apesar da sua denominação dever voltar ao activo assim que a marca decida avançar com o Série 3 eléctrico), afinal deverá continuar no mercado, segundo a marca, “mais um par de anos”.

Primeiro porque a marca não oferecerá nada com valor similar até 2021, segundo porque o i3 continua a vender bem e a aumentar o número de unidades transaccionadas. Em 2013, quando surgiu, vendeu 311 unidades, valor que subiu para 16 mil em 2014, 24 mil em 2015, 25 mil em 2016, 31 mil em 2017 e 36 mil em 2018. De acordo com as unidades vendidas nos primeiros oito meses de 2019, tudo indica que o mercado consumirá cerca de 37 mil i3 este ano.