8h – Nós, os tomates, somos mais precoces que as pessoas. Bastam-nos cinco a seis meses para atingir a maturidade, que chega entre Agosto e Setembro. E com a maturidade vem a colheita. Adeus, campo. Olá, fábrica.

10h – A viagem é animada, mas curta: a proximidade da fábrica ajuda-nos a manter a frescura. Quando damos por ela, espera-nos um comité de boas-vindas, pronto para nos pesar e avaliar, como se fossemos tomates-atletas em vésperas de competição.

12h – Nesta fase, os mais nervosos começam a suar: somos avaliados para nos classificarem, conforme a maturação e saúde, o brio (% de sólidos solúveis) e o PH. Quem não cumpre, vai jogar para outra liga, nesta só entram os mais saudáveis.

14h – Esta fase é a nossa favorita: flutuamos por canais de água até ao ponto de lavagem e seleção. Um escorrega aquático que impede que nos magoemos. Depois, cada um segue o seu destino, pelado, pedaços, triturado, polpa ou concentrado.

16h – Pelam-nos com tanta mestria e rapidez que nem sentimos. Às vezes ficamos logo prontos para a ação — tomate pelado inteiro — outras vezes somos cortados em pedaços.

Quando nos querem para tomate triturado, polpa ou concentrado, a história é outra. Para mantermos toda a nossa frescura, cor natural e sabor, o processo de evaporação da água é rápido, feito com recurso a vácuo e temperatura.

20h – Atingida a variedade pretendida, somos finalmente embalados. A roupa nova cai bem e traz lote, hora de produção e data de validade. A pasteurização faz-nos dispensar conservantes. Continuamos a ser tomate. Apenas e só.

8h – Ainda ontem estávamos no campo, hoje estamos prontos a entrar na cozinha. Em 24 horas. Daí que Guloso Colheita Fresca não seja apenas nome, mas um compromisso que assumimos com gosto. Guloso, para quem prefere tomate a tomate. E vice-versa.

Uma verdadeira corrida contra o tempo: