Hillary Clinton defendeu publicamente Meghan Markle numa entrevista concedida em conjunto com a filha, Chelsea Clinton, ao The Sunday Times. Além de admitir que é fã da duquesa de Sussex, a ex-candidata democrata às eleições presidenciais norte-americanas de 2016 condenou a cobertura noticiosa que diferentes tabloides britânicos fazem de Meghan, assegurando que a forma como ela tem sido tratada é “inexplicável”. “Se a explicação é por ela ser birracial, então é uma vergonha para todos”, disse, acrescentando que, pessoalmente, acredita que a cor da pele da duquesa “é certamente parte disso”.

Numa entrevista a duas vozes, Chelsea acrescentou que outro motivo por detrás da “campanha implacável” contra a duquesa — palavras do príncipe Harry — pode ser o facto de Meghan usar a voz para falar pelos mais desfavorecidos, papel que continua a exercer mesmo enquanto membro da família real britânica. “Ela teve orgulhosamente uma carreira primeiro e tem uma voz que felizmente continua a usar”, afirmou Chelsea, que aos 39 anos é mãe de três. “Qualquer pessoa que tem a ousadia de quebrar o molde do que foi previamente estabelecido e do que é esperado, muitas vezes, infelizmente, recebe críticas”, um padrão que a filha de Hillary garante repetir-se várias vezes. “Não a conheço, mas enquanto uma pessoa que a respeita, estou tão grata pelo facto de ela persistir.”

A defesa pública das Clinton surge dias depois de Harry ter anunciado que vai processar títulos da imprensa britânica. No início do mês, o príncipe emitiu um comunicado onde se lia que a mulher tornara-se “numa das vítimas da imprensa tabloide britânica que faz campanhas contra indivíduos sem pensar nas consequências — uma campanha implacável que escalou no último mês”. Nesse mesmo comunicado, Harry confirmava que ia processar o Mail on Sunday depois de este ter publicado parte de uma carta escrita à mão por Meghan Markle endereçada ao pai.

“Existe um custo humano para esta propaganda implacável, especificamente quando é conscientemente falsa e maliciosa, e apesar de termos continuado a pôr uma cara corajosa — como muitos de vocês se podem identificar –, não consigo começar por descrever o quão doloroso tem sido. Porque na era digital de hoje, as fabricações da imprensa são reaproveitadas como verdade em todo o mundo”, lia-se ainda no mesmo documento.

Três dias depois, Harry voltava a fazer manchetes ao ser público que ia processar mais dois tabloides, agora por alegadas escutas telefónicas ilegais. A informação, que começou a ser difundida por vários jornais britânicos, foi entretanto confirmada pelo palácio de Buckingham, sendo que os processos visam os jornais The Sun e The Mirror.