Durante o fim-de-semana, a Bloomberg anunciou que o grupo alemão Volkswagen estava a preparar a venda da Lamborghini ou, em alternativa, equacionava tornar a marca independente, para depois a lançar em bolsa. Tudo, de acordo com a agência, numa tentativa de libertar recursos para investir na produção de veículos eléctricos. No mesmo artigo, a Bloomberg avançava ainda o desejo do maior grupo alemão, e o que mais vende na Europa e no mundo, de pretender concentrar-se na Volkswagen, Audi e Porsche.

Para responder à Bloomberg e ao que alega serem afirmações infundadas, a Volkswagen recorreu à Reuters. A esta agência, o porta-voz da empresa germânica declarou que “não há planos para vender a Lamborghini, nem lançar um IPO”, acusando o artigo da Bloomberg de “pura especulação”.

Em princípio, a ideia defendida pela Bloomberg apontava para uma solução similar à que a FCA utilizou para a Ferrari, com o valor da marca do Cavallino Rampante a disparar de forma substancial após a operação. A Lamborghini deu um salto notável nos últimos tempos, para um valor próximo dos 11 mil milhões de euros, depois de a Volkswagen a ter adquirido em 1998 por um valor que os analistas apontam como sendo próximo de 111 milhões de euros. Uma valorização notável e que coloca a Lamborghini com um valor próximo da Porsche (12 mil milhões de euros), mas ainda longe da Ferrari (22 mil milhões).

Com a introdução do Urus, a Lamborghini saltou de 3.815 unidades vendidas em 2017 para as 5.750 em 2018, com o valor a continuar revelar tendência para subir, apesar da marca italiana e ao contrário da Porsche, ter anunciado que não se quer transformar num fabricante de SUV.

Em relação à “necessidade” de fundos para investir em veículos eléctricos, apontada pela Bloomberg, é de recordar que o Grupo Volkswagen conseguiu ter lucros, apesar dos custos astronómicos do Dieselgate, que orçaram em cerca de 30 mil milhões de euros. Pelo que a aventura eléctrica, que prevê o investimento de 50 mil milhões num período de cinco anos, não deverá ser problema.