A caça ao coelho-bravo na zona ocidental de São Miguel está interditada durante cerca de dois meses, devido ao surgimento de um novo surto da Doença Hemorrágica Viral (DHV), anunciou esta quarta-feira o Governo dos Açores.

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional dos Recursos Florestais, vai proceder a alterações no calendário venatório 2019/2020 relativo à ilha de São Miguel, devido ao surgimento de um novo surto da Doença Hemorrágica Viral (DHV) confirmado na parte ocidental da ilha e que está a afetar a população de coelho bravo”, adianta uma nota divulgada esta manhã pelo executivo regional.

De acordo com a secretaria, a medida pretende “minimizar a disseminação da doença para outras zonas com grande abundância de coelho”, acrescentando que “ainda esta semana será publicada em Jornal Oficial a portaria que procede à alteração do calendário venatório para a ilha de São Miguel, sendo que a proibição vai durar cerca de dois meses, funcionando como período de quarentena”.

Assim, “ficará interdita a caça ao coelho e a libertação de cães de caça até 31 de dezembro”, bem como a utilização de cães-de-parar ou de cães para cobro para a caça aos patos e para o pombo-das-rochas “até 30 de novembro, na zona ocidental da ilha de São Miguel”, explica a nota.

Segundo a Secretaria Regional da Agricultura, “a nova variante da DHV chegou aos Açores em finais de 2014, sendo o vírus transmitido por contacto direto entre coelhos doentes, contacto com material orgânico proveniente de coelhos doentes ou através de vetores vivos e de objetos contaminados, podendo os caçadores e os cães de caça funcionar como um meio de disseminação da doença”.

A secretaria refere que esta decisão de interditar a caça “foi consensualizada numa reunião do Conselho Cinegético para a ilha de São Miguel”. Na reunião foram apresentados os resultados da monitorização mensal realizada para o coelho-bravo, desenvolvida pelos Serviços Florestais de ilha, bem como concertada a alteração do calendário venatório.