A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou esta quarta-feira a detenção de nove membros da Renamo, principal partido da oposição, que terão chefiado uma tentativa de assalto a um posto de votação no distrito Machanga, em Sofala, e vandalizado infraestruturas.

De acordo com o porta-voz do comando geral da PRM, que falava em conferência de imprensa em Maputo, as nove pessoas são indiciadas de ter liderado cerca de 300 simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) que terão tentado retirar urnas de votação durante o período de contagem de votos na Escola Primária de Inharingue. “Eles alegaram que queriam controlar os votos, apesar de todos os apelos que deixamos para que as pessoas fossem aguardar pelos resultados em casa”, disse Orlando Mudumane.

O porta-voz da PRM disse que as autoridades conseguiram controlar a situação, depois de o grupo ter vandalizado as instalações da escola e destruído cinco casas vizinhas. “A Polícia interveio e conseguiu impedir que eles retirassem as urnas. Mas de seguida eles incendiaram cinco casas de construção precária próximas da escola”, acrescentou o porta-voz da polícia.

A Lusa entrou em contacto com o porta-voz da Renamo, José Manteigas, que remeteu eventuais declarações oficiais por parte do partido para breve.

No total, a Polícia moçambicana contabilizou 73 detenções durante a votação e contagem de votos nas eleições gerais de terça-feira, em Moçambique, num processo que classificou, no geral, como “ordeiro e pacífico”.

Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela Comissão Nacional Eleitoral até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes.