O plano estratégico do Programa Alimentar Mundial (PAM) para a Guiné-Bissau prevê erradicar a fome e má nutrição no país até 2030, estimando um investimento de 55 milhões de euros até 2024.

O plano foi esta quarta-feira assinado em Bissau pelo governo guineense e o PAM, tendo o investimento dos próximos cinco anos sido definido de acordo com o programa do governo guineense, aprovado na terça-feira pelo parlamento do país.

Tenho a certeza que podemos fazer a diferença nas vidas da população da Guiné-Bissau, mudando a situação da segurança alimentar e da nutrição para melhor. O PAM vai contribuir com o governo para que, até 2030, a Guiné-Bissau chegue mais perto de atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2: fomes zero e erradicação da má nutrição”, afirmou a representante do PAM em Bissau, Kiyomi Kawaguchi.

Na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, que decorreu no Palácio do governo, em Bissau, a chefe da diplomacia guineense, Susy Barbosa, destacou a importância da nutrição para o desenvolvimento do país.

“Muitas pessoas esquecem-se de associar a fome a má nutrição ao rendimento escolar. Uma criança subnutrida não tem a mesma capacidade de assimilação e de receber os ensinamentos que uma criança nutrida e isso tem reflexos na sociedade”, afirmou a ministra.

Segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros, uma sociedade com problemas de fome e má nutrição será uma sociedade que no “futuro não terá capacidades para responder às necessidades do povo e da Nação e consequentemente os próprios dirigentes desse país poderão não ter capacidade por terem sofrido má nutrição no passado”.

“Para nós é uma prioridade combater tanto a fome como a desnutrição na Guiné-Bissau e por isso consideramos prioritária a assinatura deste documento”, salientou.