Depois do frustrante 16.º lugar na Tailândia, numa corrida onde chegou a rodar no 13.º posto algumas voltas mas onde acabou por ficar fora dos 15 primeiros classificados, Miguel Oliveira teve este domingo a melhor reação no Japão: após o 17.º melhor tempo na qualificação, o português terminou o Grande Prémio no 12.º lugar, naquele que iguala o resultado da Catalunha como o terceiro melhor resultado da temporada.

Após um dia de sessão de treinos livres onde Miguel Oliveira chegou a sofrer uma aparatosa queda, o piloto de Almada não fez também o melhor tempo na qualificação e assumiu que se encontra ainda limitado em termos físicos. “Devido às condições da pista, o meu ombro doeu menos do que ontem. Por isso, acho que estamos no bom caminho para fazer uma boa corrida e terminar dentro dos lugares pontuáveis”, atirava na véspera desta corrida, recordando o problema no ombro que o tem afetado nestas últimas corridas.

Na corrida, e depois de um warm up onde não passou da 19.ª posição, Miguel Oliveira não conseguiu confirmar a tendência dos bons arranques e caiu dois lugares, rodando na segunda volta atrás de Andrea Iannone, piloto que ocupava o lugar logo a seguir na classificação do Mundial; pouco depois, começou o show do piloto da Tech3: em voltas quase seguidas, o português começou por ultrapassar Taakaki Nakagami e Andreas Iannone (que caíria pouco depois), chegando a meio da corrida já nos lugares pontuáveis (14.º) e superando também Pecco Bagnaia, grande adversário no ano passado em Moto 2, até à 12.ª posição no final beneficiando também da queda de Valentino Rossi, que não terminou a prova do Japão quando rodava num modesto 12.º posto.

Lá na frente, mais do mesmo: depois de ter garantido o sexto título mundial em MotoGP (oitavo contando com 125cc e Moto 2), Marc Márquez voltou a levar a melhor, superando mais uma vez o francês Fabio Quartararo. Andra Dovizioso, vice-líder do Mundial, ultrapassou Maverick Viñales nas últimas voltas e assegurou o último lugar no pódio, reforçando esse segundo posto quando faltam apenas três corridas para o final do Campeonato entre Austrália, Malásia e Valência – que terão como grande aliciante a luta pelo terceiro lugar do Mundial, numa altura em que Viñales e Álex Rins se encontram empatados com o mesmo número de pontos (176). Já a Honda fez a festa com mais um triunfo confirmado no Mundial de construtores.

Já Miguel Oliveira, com mais quatro pontos somados no traçado nipónico, saltou para o 16.º lugar do Mundial com 33 pontos (os mesmos do italiano Andrea Iannone) naquele que foi o melhor resultado depois do oitavo posto no Grande Prémio da Áustria – a partir daí seguiram-se uma desistência, duas corridas fora dos lugares pontuáveis e uma 13.ª posição, em Aragão. O MotoGP regressa já no próximo fim de semana, com o Grande Prémio da Austrália que já venceu em Moto 3 (2013) e Moto 2 (2017).