A Câmara de Vila Nova de Gaia vai reabilitar uma piscina municipal encerrada desde agosto devido a deficiências na estrutura, indicou esta segunda-feira o presidente da autarquia, que estima gastar no projeto cerca de 2,5 milhões de euros.

Em causa a Piscina Municipal de Maravedi, situada no centro da zona urbana de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, que fechou em agosto para o período habitual de férias, mas não voltou a abrir.

Em setembro, numa resposta remetida à agência Lusa, a Câmara de Gaia explicou que “foi detetada uma avaria na piscina municipal”, admitindo que a resolução estava “a demorar mais tempo do que o inicialmente previsto”. “Para garantir a segurança de todos os utentes, não é possível reabrir sem que esta situação fique completamente normalizada”, referia a resposta.

Já nesta segunda-feira, à margem de uma reunião camarária, Eduardo Vítor Rodrigues revelou aos jornalistas que “foi encontrada uma fenda”, o que corresponde “a uma falha estrutural perigosa”, razão pela qual foi decidido “reabilitar o edifício praticamente na íntegra”. “A piscina tinha uma fenda invisível, as terras começaram a desaparecer por baixo dos pilares. A reabilitação corresponderá quase a construir de novo, mas é uma piscina central e muito frequentada, muito importante para o concelho. Vamos demolir parte e manter o betonado”, disse o autarca.

Eduardo Vítor Rodrigues admite que “o problema tenha anos”, mas, frisou, “não era de fácil deteção nem é de fácil resolução”. Depois do fecho da piscina que tem cerca de 1.700 utentes, os utilizadores foram encaminhados para outros equipamentos do concelho.

A reunião de câmara de segunda-feira também ficou marcada pela aprovação das taxas municipais para 2020, nomeadamente do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que, conforme já tinha sido anunciado sexta-feira, implica uma descida de 0,43% para 0,40%, “a maior de sempre” deste imposto neste concelho do distrito do Porto, disse Eduardo Vítor Rodrigues. Também foi nesta segunda-feira discutida a extinção, também já anunciada, da taxa de resíduos sólidos (RSU) que consta da fatura da água dos gaienses.

Os cofres da autarquia vão passar a suportar a perda de receita da empresa Águas de Gaia, através de um contrato programa, e será criada uma “tarifa ambiental”, uma tarifa que Eduardo Vítor Rodrigues explicou que decorre do cumprimento de normas da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) e que terá um valor fixo “a rondar os três euros mensais” a imputar a cada consumidor doméstico”.

Estas taxas, bem como o Imposto Municipal sobre as Transições Onerosas (IMT) ou o IRS foram aprovadas por unanimidade. Já a Derrama, um imposto sobre os lucros das empresas, gerou discussão entre o líder do executivo e a oposição PSD, que votou contra a proposta dos socialistas e sugeriu taxas mais baixas, medida que considerou “fundamental” para “criar incentivos e benefícios fiscais à fixação de empresas no concelho”.