O coordenador nacional do Madem-G15, Braima Camará, condenou esta terça-feira qualquer tentativa de sublevação do Estado de Direito na Guiné-Bissau e considerou “falsas” as acusações que envolvem Umaro Sissoco Embaló numa alegada tentativa de golpe de Estado.

Umaro Sissoco Embaló, antigo primeiro-ministro guineense e dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

“Se existe essa acusação, é falsa e infundada”, disse Braima Camará, que se encontra no estrangeiro, contactado pela Lusa por telefone. O dirigente salientou também que condena qualquer tentativa de sublevação do Estado de Direito democrático.

Condenamos qualquer tentativa de subversão do poder democrático. Somos democratas, não pactuamos com vandalismos e violência”, afirmou Braima Camará, que disse estar a ser informado sobre aquela acusação pela Lusa. “Nunca pactuei com a violência sou pela legalidade, pelas leis e instituições da República”, acrescentou.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, denunciou na segunda-feira à noite, numa publicação na sua página do Facebook, uma tentativa de golpe de Estado para tentar impedir a realização de eleições presidenciais. Na publicação, o chefe do Governo revela também que o autor daqueles atos “está devidamente identificado de forma inequívoca e chama-se Umaro Sissoco Embaló”.