A representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Rosine Sorri-Cloulibaly, disse esta terça-feira que as Nações Unidas estão a monitorizar a situação com preocupação no país, depois de o primeiro-ministro ter denunciado uma alegada tentativa de golpe de Estado.

“Estamos a monitorizar a situação de perto, com preocupação, em conjunto com o P5”, disse a porta-voz da Missão Integrada para a Consolidação de Paz na Guiné-Bissau, Júlia Alinho.

Além das Nações Unidas, o P5 inclui a União Europeia, a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Segundo a porta-voz, Rosine Sorri-Cloulibaly apela a todos os atores políticos para “evitarem ações e discursos que possam incitar à violência e prejudicar a estabilidade e o bem-estar da população”.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, denunciou na segunda-feira à noite, numa publicação na sua página do Facebook, uma tentativa de golpe de Estado para tentar impedir a realização de eleições presidenciais.

Na publicação, o primeiro-ministro revela também que o autor daqueles atos “está devidamente identificado de forma inequívoca e chama-se Umaro Sissoco Embaló”.

Umaro Sissoco Embaló, antigo primeiro-ministro guineense e dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

O coordenador nacional do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, já condenou esta terça-feira qualquer tentativa de sublevação do Estado de Direito e considerou “falsas” as acusações que envolvem Umaro Sissoco Embaló numa alegada tentativa de golpe de Estado.