Trinta e quatro títulos pelo Barcelona, mais de 600 golos como sénior, seis prémios de Melhor Jogador. E a lista podia continuar, continuar, continuar. Lionel Messi, aquele pequeno prodígio argentino que um dia foi garantido pelos catalães num restaurante com o “vínculo” inicial a ser assinado num guardanapo, já tem 32 anos mas ainda mantém a mesma preponderância que há quase duas décadas levou um responsável dos blaugrana a segurar quase “às cegas” aquele que se viria a transformar num dos melhores jogadores de sempre. Também por isso, em mais uma noite de Champions, convém recordar esse guardanapo que ainda hoje faz toda a diferença.

“Em Barcelona, a 14 de dezembro de 2000, e na presença dos senhores Miguella e Horacio Gaggioli, Carlos Rexach, secretário técnico do FC Barcelona, compromete-se, sob sua responsabilidade, e apesar das opiniões contrárias, a contratar o jogador Lionel Messi assim que os valores forem acertados.”

Bastaram apenas três minutos para Lionel Messi, no segundo jogo consecutivo em que fez tripla com Luis Suárez e Antoine Griezmann, marcar e fazer mais história… em versão dupla: o argentino igualou o português Cristiano Ronaldo e o espanhol Raúl González como os jogadores que marcaram a mais adversários diferentes na prova (33) e tornou-se também o primeiro a marcar pelo menos um golo em 15 temporadas consecutivas.

No entanto, este encontro do Barcelona com o Slavia de Praga seria tudo menos um passeio, com o conjunto checo a chegar ao empate pouco depois do intervalo por Boril (50′) antes de Olayinka voltar a colocar os catalães em vantagem apenas sete minutos depois num lance caricato que viria a definir a partida entre um falhanço incrível de Messi à boca da baliza e um último remate dos visitados que passou perto do poste de Ter Stegen.

Tudo na terra de Panenka, antigo médio ofensivo que ficou famoso pela forma como bateu o penálti decisivo do Campeonato da Europa de 1976 frente à RFA e deu a vitória à Checoslováquia. E logo ele que, em 2015, admitiu em entrevista que o melhor penálti “à Panenka” que tinha visto tinha sido num Barcelona-Getafe… por Messi.