A polícia guineense dispersou este sábado, com recurso a gás lacrimogéneo, uma tentativa de manifestação em Bissau, organizada por vários partidos da oposição e por apoiantes de dois candidatos independentes às eleições presidenciais de 24 de novembro.

O incidente, que envolveu milhares de pessoas, ocorreu na Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, que liga o centro da cidade de Bissau ao aeroporto.

A circulação automóvel está interrompida numa das faixas de rodagem, junto à sede do PRS, e a polícia continua a dispersar manifestantes nas ruas paralelas à avenida.

A manifestação, proibida pelo governo, foi organizada pelo Partido da Renovação Social (PRS), Movimento pela Alternância Democrática (Madem-G15) e Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático Guiné-Bissau (APU-PDGB) para reclamar da forma como estão a ser organizadas as eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

Numa carta enviada na sexta-feira aos organizadores do protesto, o Ministério do Interior explicou que o protesto não era autorizado por o executivo não ter condições de garantir a segurança necessária à manifestação.

O ministério justificou a sua decisão, salientando que a lei prevê que as pessoas ou entidades que pretendem realizar manifestações devem avisar com antecedência mínima de quatro dias úteis e que só recebeu a carta na quinta-feira.

Na sua página da rede social Facebook, a Liga Guineense dos Direitos Humanos manifestou-se contra a decisão do Governo de proibir o protesto.