Este cocktail tem tudo para ser um sucesso. Junta-se a pista de Fiorano, o mítico traçado da Ferrari, com um F8 Tributo, o mais recente, ágil e rápido dos carros do Cavallino Rampante. Depois agita-se tudo, violentamente, ao convidar para conduzir o jovem Mick Schumacher, filho do sete vezes campeão do mundo de F1 Michael Schumacher, que conquistou cinco dos seus títulos mundiais ao volante dos fórmulas vermelhos da Scuderia.

A experiência pode ser vista em vídeo, publicado pela Ferrari Magazine, em que Schumacher diz de sua justiça. Ele que, com apenas 20 anos, tem substancialmente mais experiência em conduzir carros de competição, especificamente fórmulas, do que automóveis de estrada. Mick revela-se surpreendido pela potência do 3.9 V8 biturbo, que debita 720 cv. O que lhe permite atingir 340 km/h e os 100 km/h ao fim de somente 2,9 segundos.

Mas o jovem piloto afirma ainda ter ficado surpreendido pela facilidade com que o F8 Tributo se deixa conduzir a ritmos acima do recomendável, para não profissionais do volante. Confessando que o Ferrari se atravessa em aceleração, o alemão que deverá estrear-se muito em breve na F1 diz ainda que atitude é progressiva, o que permite controlar a derrapagem sem receio que ele recupere a aderência da traseira repentinamente e se atravesse para o lado contrário.

Mick Schumacher sagrou-se campeão europeu de F3 em 2018, com a equipa Prema Theodore Racing, equipada com motor Mercedes, militando este ano na F2, com a mesma equipa italiana, disciplina que irá repetir em 2020 na esperança de repetir o sucesso alcançado na F3.

Depois de ter integrado a Ferrari Driver Academy no início de 2019, teve a ocasião de experimentar o Ferrari SF90 no primeiro dia de testes anteriores ao Grande Prémio do Bahrain, onde realizou um dos melhores tempos, para no dia seguinte ensaiar o fórmula da Alfa Romeo. Tudo indica que em 2021 voltará a existir um Schumacher a pilotar um F1 italiano com motor Ferrari, seja na marca do Cavallino Rampante ou na Alfa Romeo.