O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, lança esta segunda-feira a campanha agrícola 2019-2020 sob o lema “Moçambique no aumento da produção e da produtividade, rumo à fome zero”, contra o risco de insegurança alimentar que paira sobre algumas regiões do país.

A seca no sul de Moçambique e os ataques armados no extremo norte são as principais ameaças, segundo a Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome (rede Fews, sigla inglesa), que agrega organizações norte-americanas.

Aquelas duas regiões estão na “fase de crise, nível três”, de risco alimentar, numa escala de um a cinco, de risco mínimo ao mais grave, respetivamente, segundo o último relatório, divulgado no início do mês. “A fase de crise (nível três) persiste nas áreas do sul semiárido, onde as famílias enfrentaram o segundo ano consecutivo de uma má colheita devido à seca”, refere o documento.

A mesma situação acontece “em parte de Cabo Delgado, onde um conflito [armado com grupos insurgentes] continua e onde o ciclone tropical Kenneth [em abril] interrompeu a temporada agrícola de 2019”, acrescenta.

Para quem trabalha a terra, o desafio está em aumentar a produtividade.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lança a campanha agrícola na localidade de Metuchira, distrito de Nhamatanda.

Trata-se de uma zona da província de Sofala, no centro do país, que foi devastada em março pelo ciclone Idai e que a ajuda humanitária tem impedido que a falta de alimentos se agrave. O chefe do Estado deverá visitar campos de produção de hortícolas diversas.

Filipe Nyusi deverá ainda na segunda-feira deslocar-se à cidade da Beira, para inaugurar um cais do porto de pesca da capital provincial de Sofala.