A Coreia do Sul anunciou esta segunda-feira ter proposto um encontro com responsáveis da Coreia do Norte para debater o destino de um projeto turístico conjunto, agora interrompido, num monte norte-coreano.

A proposta surgiu alguns dias depois de o regime norte-coreano ter anunciado publicamente que pretendia demolir um complexo, desenvolvido pelo grupo sul-coreano Hyundai Asan, no monte Kumgang, numa altura em que as relações bilaterais parecem ter esfriado novamente.

A imprensa norte-coreana noticiou na quinta-feira que, durante uma visita a Kumgang, o líder Kim Jong-un terá ordenado a demolição do complexo, cuja aparência descreveu como “desagradável e atrasada em termos arquitetónicos”.

Um dia depois, Seul admitiu convocar uma reunião com Pyongyang, na tentativa de encontrar uma “solução criativa” para normalizar o uso do complexo turístico.

O programa de visitas de turistas sul-coreanos ao monte Kumgang começou em 1998, coincidindo com a primeira grande aproximação intercoreana com a chegada do liberal Kim Dae-jung à presidência da Coreia do Sul.

No entanto, as visitas foram suspensas em 2008, depois de uma turista sul-coreana ter sido morta a tiros por soldados norte-coreanos.

O regime alegou que os militares dispararam porque a mulher entrou numa área militar restrita, mas nunca permitiu uma investigação.

Depois da aproximação diplomática vivida em 2018, Pyongyang optou por agravar novamente a posição relativamente a Seul, devido à ausência de progressos nas negociações com os Estados Unidos, principal parceiro da Coreia do Sul, sobre a desnuclearização da península coreana.