Uma entrevista, vários pontos de polémica. Numa longa conversa com o jornal chileno El Mercurio, Arturo Vidal não teve problemas em abordar temas polémicos, nomeadamente o estatuto no Barcelona ou o eventual interesse do Inter. “Não estou feliz em Barcelona mas estou a tentar dar a volta para conseguir um lugar na equipa. Fui titular em toda a minha carreira. Não estou a ser neste momento mas estou tranquilo, a minha oportunidade vai chegar”, referiu, prosseguindo:”Esse interesse faz-me recordar as coisas bonitas que vivi com Conte, o salto de qualidade que dei para ser um dos melhores foi com a ajuda de Conte”. No entanto, foi a relação com Cláudio Bravo, ou a falta dela, que mais atenções prendeu nas declarações do sul-americano.

“A mulher do [Claudio] Bravo acusou-nos de termos ido a uma festa durante o Mundial na Rússia e de não termos ido treinar porque estávamos de ressaca. Não falei com o Claudio durante a concentração em Alicante. Sou homem o suficiente para dizer as coisas cara a cara e já as disse há quase dois anos, por causa dos comentários da sua família. Não sei se me chegou a entender, porque nunca mais falámos. Pazes? Um de nós devia dar o primeiro passo e não era eu… Mas isso não já não me diz nada e cada um seguiu com a sua vida. Não somos amigos, nem nunca mais vamos sê-lo, mas a seleção do Chile é o mais importante”, contou.

A primeira parte ficou parcialmente resolvida esta terça-feira, com Vidal a ser titular frente ao Valladolid num meio-campo que contava ainda com Sergio Busquets e Frenkie de Jong (já Griezmann começu no banco, sendo rendido pelo regressado Ansu Fati). A segunda, essa, chegou com o próprio jogo a decorrer e o protagonista do costume: o amigo Messi fez a assistência para o golo do chileno na goleada por 5-1 no Camp Nou do Barcelona que teve a melhor versão do argentino, com dois golos e duas assistências numa noite de recordes.

Além de ter passado a somar cinco golos em oito jogos oficiais entre Campeonato e Champions (na La Liga tem quatro golos em cinco encontros), Messi conseguiu ainda um feito histórico de destaque: apontar o 50.º golo de livre direto, entre 44 pelos catalães e mais seis pela seleção argentina. Mais: olhando para os registos desde 2016/17 nas cinco principais ligas, o argentino tem mais do dobro de livres diretos do que os segundos classificados, Nabil Fekir, Paulo Dybala, Enis Bardhi e Alexander Kolarov (16-6).

Com este resultado, o Barcelona recuperou o primeiro lugar antes do jogo entre Granada e Getafe, ganhou mais dois pontos ao Atl. Madrid (empate 1-1 com o Alavés, sem o lesionado João Félix) e somou o sétimo triunfo seguido entre as duas competições depois do adiamento do clássico com o Real Madrid para dezembro.