Em entrevista à France Football, Cristiano Ronaldo foi honesto: aquilo que mais gosta são mesmo os jogos da Liga dos Campeões e da Seleção Nacional. Pela pressão que envolvem, por estar envolvido entre os melhores, por todo o ambiente que cria. No entanto, como fez também questão de destacar, há que respeitar o clube. Das palavras aos atos, foi isso que o internacional português fez, evitando males maiores para a Juventus.

Na receção ao Génova, depois de um dececionante empate na última jornada com o Lecce que só não custou a liderança porque também o Inter não foi além de uma igualdade com o Parma, o campeão italiano não desfez o 1-1 até ao período de descontos e quando ambos os conjuntos estavam já com dez jogadores. Aí, apareceu Ronaldo. Que ganhou um penálti, que converteu um penálti e que assegurou mais três pontos e o primeiro lugar.

No entanto, e apesar dos 27 remates com que terminou o encontro, a equipa de Maurizio Sarri voltou a não passar de um triunfo pela diferença mínima tal como já tinha acontecido com Inter, Bolonha e Lokomotiv (com o Lecce, e sem a presença de Ronaldo, não foi além do empate). Até ao intervalo, Bonucci inaugurou o marcador na sequência de um canto (36′) mas quatro minutos depois os visitantes, agora comandados por Thiago Motta, empataram por Kouamé, num remate que bateu ainda num defesa contrário antes de enganar Buffon (40′). No segundo tempo, e já depois das expulsões por acumulação de amarelos de Cassata (51′) e Rabiot (87′), Ronaldo ainda viu um golo ser anulado pelo VAR aos 90+1′ mas não perdoou aos 90+5′ com o golo da vitória.

Com mais este golo, e somando os encontros na Juventus e na Seleção Nacional, o avançado passou a somar 13 golos em 15 encontros, naquele que foi o quinto golo na Serie A da presente temporada e com um outro ponto de curiosidade: a última vez que Ronaldo apontara uma grande penalidade já em período de descontos tinha sido pelo Real Madrid, no Santiago Bernabéu, e contra a Juventus, anulado a recuperação na Champions de 2017/18.