A China não sabe se será possível chegar a um acordo de longo prazo com os Estados Unidos da América na questão comercial. A notícia está a ser avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas das negociações.

De acordo com a Bloomberg, a China não está disposta a dar o braço a torcer nos assuntos mais importantes. Além disso, continua a existir uma preocupação relativamente à natureza impulsiva do presidente norte-americano. Os chineses temem que Donald Trump volte atrás com a palavra, apesar de as duas partes quererem assinar um acordo parcial já na próxima semana. Planeava-se que isso acontece em meados de novembro no fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC). O evento ia realizar-se no Chile, mas o país acabou por desistir de receber o evento devido onda de protestos.

Donald Trump revelou, no dia 11 de outubro, que tinha chegado a um acordo parcial com a China para dar trégua à guerra comercial que tem dividido os dois países. Na altura, o presidente dos Estados Unidos disse que o entendimento era “substancial”, mas que ainda era preciso trabalhar nalguns detalhes, o que podia demorar ainda algum tempo. A assinatura do documento foi anunciada para novembro.

Neste acordo parcial, a China ter-se-á comprometido a aceitar fazer algumas mudanças nos seus planos agrícolas e os Estados Unidos poderão vir a baixar as pesadas tarifas que impuseram aos produtos chineses. Segundo o divulgado pelo The New York Times, os chineses terão de adquirir entre 40 e 50 mil milhões de dólares de produtos agrícolas norte-americanos e concordar com uma série de linhas orientadoras sobre como gerir a sua moeda. O acordo deverá também incluir disposições sobre propriedade intelectual, nomeadamente sobre a transferência forçada de tecnologia.

Esperava-se que este primeiro acordo desse origem a um outro, mais alargado, que seria assinado por Trump e Xi Jinping no início do ano. Uma possibilidade que parece agora mais distante.

China propõe Macau para assinatura de acordo parcial

A Fox News avançou, esta quinta-feira, que a China sugeriu Macau como alternativa para os presidentes assinarem o acordo comercial parcial, depois de o Chile ter desistido de receber o fórum da APEC. Este devia decorrer entre os dias 16 e 17 de novembro.