Os trabalhadores dos centros de atendimento telefónico de empresas podem a partir desta sexta-feira, e durante um mês, fazer greve de forma intermitente por melhores salários e condições de trabalho.

Depois de um dia de greve nacional, na quinta-feira, entra agora em vigor um pré-aviso de greve que dá a possibilidade aos trabalhadores dos call-centers de paralisar nos dias que entenderem, mas em períodos de hora e meia.

Sónia Sousa, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV), disse à agência Lusa que esta foi a forma encontrada pelos trabalhadores para surpreender as empresas, que normalmente reorganizam as tarefas para evitar o impacto negativo das greves.

O pré-aviso de greve é válido durante todo o mês de novembro, das 11h00 às 12h30, das 15h00 às 16h30 e das 19h30 às 21h00.

Segundo a sindicalista, estes trabalhadores auferem salários muito baixos, não têm condições de trabalho e são eternamente precários, pois trabalham em regime de subcontratação.

Na base da luta está também a reivindicação de integração nos quadros das empresas para as quais prestam serviços, nomeadamente a MEO, NOS, Vodafone, EDP, Segurança Social.

Se os trabalhadores dos call-centers das empresas de telecomunicações fossem integrados nos quadros das empresas onde prestam serviço passariam a ser abrangidos pela contratação coletiva. “Isto faria com que tivessem direitos e melhores condições de trabalho”, considerou Sónia Sousa.