“É certo que será em Portugal, é praticamente certo que o plenário decorrerá no Porto”, afirmou o eurodeputado Paulo Rangel, que está em Bogotá, na Colômbia, para participar na XX edição do Fórum Iberoamerica.

O Fórum Iberoamerica foi criado em 2000 e junta, em reuniões anuais, antigos chefes de Estado e de Governo, bem como empresários, políticos, investigadores e representantes de meios de comunicação social de países da América Latina, Portugal, Espanha e Andorra, para promover a reflexão sobre desafios comuns.

Segundo o eurodeputado do Partido Popular Europeu, os temas da edição do próximo ano do Fórum Iberoamerica serão definidos posteriormente.

A edição deste ano, que teve como temas centrais o Desenvolvimento e a Educação, termina este sábado em Bogotá e reuniu desde sexta-feira participantes em oito painéis, sobre assuntos que foram desde a energia à cultura, passando pela economia e ambiente.

A comitiva portuguesa que se deslocou a Bogotá foi liderada por Artur Santos Silva, ex-presidente do Conselho de Administração do BPI, e contou com dois palestrantes: Paulo Rangel e Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico.

Arlindo Oliveira abordou a questão das migrações e dos refugiados, levando para a reflexão a vertente do impacto das tecnologias digitais, numa altura em que muita da população migrante recorre a ‘smartphones’ como instrumentos de sobrevivência.

Paulo Rangel falou no painel intitulado “Governabilidade e populismos”, procurando pontos de contacto entre os fenómenos populistas que vigoraram na América Latina, nas décadas de 1960 e 1970, e os movimentos que hoje suportam figuras como o ex-ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, ou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

No Fórum, nas reflexões feitas nos oito painéis, juntaram-se figuras como o prémio Nobel da Física Johannes Geore Bednorz ou o prémio Nobel da Paz Muhammad Yunnus.

Na comitiva portuguesa seguiram ainda Ana Pinho, presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Diogo Salvi, CEO da empresa de tecnologias de informação Timwetech, e Rui Vieira Nery, diretor do Programa Gulbenkian Cultura.