Uma auditoria solicitada pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) garantiu a fiabilidade dos ficheiros eleitorais da Guiné-Bissau que vão ser utilizados nas presidenciais do próximo dia 24, declarou o representante da organização, Blaise Dipló.

Perante a imprensa, numa unidade hoteleira de Bissau, Moussa Abdou, perito informático do Níger, contratado pela CEDEAO, apresentou os resultados da auditoria, perante representantes de 10 dos 12 candidatos às eleições presidenciais, jornalistas e alguns elementos da comunidade internacional.

O perito explicou os procedimentos técnicos que utilizou, na presença de técnicos informáticos guineenses, para auditar os ficheiros eleitorais e no final dos trabalhos concluiu que os dados “são fiáveis e estão intactos” desde as eleições legislativas de março.

“Os mesmos dados que foram deixados no servidor, durante as legislativas, são os que estão no servidor”, declarou, com o braço no ar, em forma de juramento de honra, Moussa Abdou, que agora vai remeter à CEDEAO, na sua sede em Abuja, na Nigéria, as conclusões da peritagem aos ficheiros eleitorais da Guiné-Bissau.

O representante da organização em Bissau, Blaise Dipló, indicou que a sua organização estava a cumprir com uma promessa feita aos candidatos às presidenciais do próximo dia 24, em como os ficheiros seriam auditados e os resultados seriam publicados.

Blaise Dipló afirmou que, “tal como se viu, os ficheiros estão intactos e fiáveis” e pediu que todos os guineenses “retenham na memória que 761.676 eleitores estão habilitados a votar” nas eleições presidenciais.

À sessão de apresentação pública dos resultados da auditoria aos ficheiros eleitorais, faltaram os representantes dos candidatos José Mário Vaz e Carlos Gomes Júnior, ambos independentes. A CNE disse ter enviado o convite para todos.

Domingos Cá, representante do candidato Afonso Té, pediu à CNE que fizesse chegar a todos os concorrentes os resultados da auditoria aos ficheiros e Ester Fernandes, representante do candidato Domingos Simões Pereira, disse estar satisfeita, não tendo nada a apontar à peritagem feita aos dados eleitorais.

O presidente da CNE, o juiz José Pedro Sambu, voltou a frisar a existência de “todas as condições materiais, logísticas e financeiras” para a votação no próximo dia 24.