Líderes de comunidades indígenas brasileiras reúnem-se na quarta-feira com o primeiro vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, para alertar para a destruição da floresta e as violações de direitos humanos, segundo um comunicado da Greenpeace.

A delegação, que inclui líderes de comunidades indígenas das regiões da Amazónia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, encontra-se com Timmermans dias após o assassínio de Paulo Paulino Guajajara, um ativista da defesa das florestas, morto em alegada emboscada de madeireiros.

Esta terça-feira, a delegação manifestou-se junto à sede da Comissão Europeia, ostentando cartazes e uma faixa que denuncia o contributo da União Europeia (UE), através da compra de madeira, para a desflorestação no Brasil.

“O consumo europeu aumenta a pressão sobre a terra em todo o mundo e esta é a consequência”, diz o comunicado, que pede ainda que a UE aprove legislação que rejeite a importação de produtos que contribuam para o aumento da violência sobre as populações locais e a destruição florestal.

A passagem por Bruxelas é uma etapa do périplo europeu “Sangue indígena: nenhuma gota a mais”, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, e que esteve entre sábado e terça-feira no Porto e irá também a Paris e Madrid.