Luís Montenegro, candidato à liderança do partido social democrata, considerou esta terça-feira que “tudo aquilo que puderem ser procedimentos que facilitem a participação, são aqueles que interessam ao PSD”, referindo-se à possibilidade de serem abertos os cadernos eleitorais do partido para as eleições marcadas para janeiro de 2020.

“Nós vamos entrar num ciclo político de quatro anos. Eu quero liderar o PSD nesses quatro anos, para ganhar as autárquicas em 2021 e as legislativas em 2023 e, para isso, é preciso a força da militância do PSD, é preciso a envolvência dos militantes. Portanto, quantos mais militantes estiverem em condições de votar melhor”, defendeu.

Em causa está a possibilidade dos militantes sem as quotas em dia poderem votar na escolha do futuro líder social-democrata.

O antigo líder parlamentar social-democrata disse que “um grande partido como o PSD não pode ter nenhum tipo de hesitação em ter processos eleitorais internos marcados por duas coisas: transparência e participação”.

“O que eu quero é que o processo seja transparente, que todas as candidaturas estejam em igualdade de oportunidades e tratamento. E, por outro lado, que seja facultada a maior possibilidade de participação aos militantes”, reforçou.

Montenegro mostrou-se também recetivo a convites para estar presente no conselho nacional do PSD, marcado para dia 8 deste mês, no qual vai ser debatida a possibilidade de serem abertos os cadernos eleitorais do partido para as eleições à presidência do partido.

“Eu, se for convidado, pode ter a certeza que vou. Mas não vou por ser o Conselho Nacional, vou porque quero falar com os militantes do partido. Eu quero falar com todos, quero dizer a todos quais são os propósitos desta candidatura”, explicou.